Revisado: 6 de setembro de 2026 Lançado em 2017

Numark NS6 II, o manual de campo

Controlador Numark NS6 II de quatro canais para Serato DJ, visto de cima, com dois decks e um mixer embutido

Booth briefing. A Numark NS6 II é uma controladora Serato de quatro canais com dois decks físicos, quatro layers de software e duas portas USB para dois computadores. Cada canal tem um Input Selector: em PC, o gain, o EQ, o filtro e o fader do canal controlam o Serato, e em Line o canal recebe uma fonte externa pelo hardware. O guia dá uma ordem para ligar: entradas primeiro, depois a unidade, depois os amplificadores, e é publicado em cinco idiomas. A NS6 II é o modelo de quatro canais da linha NS da Numark, ao lado da NS7 II de pratos motorizados.

Fast Lane

As cinco coisas que decidem o seu show

As cinco coisas do Numark NS6 II que mudam o que acontece a seguir, se você está lendo isto dentro da cabine. As cinco estão explicadas por inteiro mais abaixo nesta página.

Um canal em Line não manda MIDI. Confira o Input Selector primeiro.

Confira o Input Selector antes de desconfiar do hardware. A Numark afirma que os controles de um canal só enviam informação MIDI quando o Input Selector dele está em PC, então um canal parado em Line tem gain, EQ, filtro, fader e PFL que não mandam absolutamente nada para o Serato. Essa é a explicação comum para um canal que parece ter morrido, e ele volta no instante em que o seletor volta para PC.

Nada no painel sinaliza isso, e o canal não está com defeito. Um seletor de volta para PC e a régua inteira volta.

O Input Selector, e o que ele decide

Essa frase está na nota em inglês e não está na nota em espanhol. Siga a inglesa.

Essa frase está na nota em inglês embaixo do Input Selector e não está na nota em espanhol. A nota em espanhol mantém a primeira metade, sobre ajustar corretamente as chaves Line e Phono do painel traseiro, e para por aí. Um DJ que leia só a edição em espanhol nunca fica sabendo que um canal para de enviar MIDI em Line, o que faz dessa a linha mais valiosa do guia em inglês e uma lacuna aberta no guia em espanhol.

Não existe edição em português deste manual, então a mais fácil de alcançar daqui é a espanhola, que é justamente a que não traz essa linha. É um deslize de documentação, e a leitura a seguir é a inglesa: se um canal ficou mudo, o Input Selector é a primeira coisa a conferir.

Onde as cinco edições diferem

Conecte as entradas, depois ligue a unidade, depois os amplificadores.

Conecte seus dispositivos de entrada, depois ligue a unidade, depois ligue os amplificadores. A Numark imprime essa ordem duas vezes na edição em inglês, na seção de setup como um, dois, três (fontes de entrada, depois o NS6II, depois os dispositivos de saída) e de novo na entrada Power Switch do painel traseiro. O desligamento corre no sentido contrário: amplificadores desligados antes da unidade.

A entrada do painel traseiro em espanhol manda ligar a unidade depois de DESCONECTAR todos os dispositivos de entrada, onde o inglês diz depois que eles foram conectados. A seção de setup em espanhol, uma dúzia de páginas antes, traz a ordem correta, então as duas passagens em espanhol não batem entre si. Este site segue o inglês e a seção de setup em espanhol: conecte primeiro, depois ligue. É um deslize de documentação, e vale saber dele antes que alguém monte a unidade a partir da página em espanhol.

A ordem de ligar, nas duas edições

O guia não faz nenhuma afirmação sobre DVS, em nenhum dos cinco idiomas.

O guia nunca menciona DVS. As palavras DVS, Digital Vinyl System, control record, control vinyl, NoiseMap, ABS, REL e INT não aparecem em lugar nenhum dele, em nenhum dos cinco idiomas. O painel traseiro traz entradas phono, um terminal de aterramento e chaves Line e Phono, então a unidade tem cara de estar pronta para timecode, e a Numark descreve essas entradas apenas como fontes de áudio selecionadas pelo Input Selector do canal. Seja lá o que o software suporte, este documento não faz nenhuma afirmação sobre timecode, então não é o papel em que se promete DVS a um contratante.

O painel traseiro tem cara de unidade de timecode e o documento nunca diz que ela é uma, então mantenha a promessa que você faz a um contratante dentro do que o papel de fato sustenta.

DVS, e o que o guia afirma

A tabela de especificações é só em inglês, então quatro edições não trazem número nenhum.

A tabela de especificações é publicada só em inglês. Não há apêndice em espanhol, francês, italiano ou alemão, então um leitor que trabalhe com qualquer uma dessas quatro edições não recebe resposta de frequência, nem relação sinal ruído, nem THD, nem número de nível para nenhum conector da unidade.

Se você está preenchendo um rider ou casando níveis com um sistema de casa, o apêndice em inglês é a única edição que vai te ajudar a fazer isso.

O apêndice, e as edições sem ele

Pontos de atenção

Não existe seção de firmware, e um download que mandam você baixar

Nada no guia do NS6 II conta ao dono que existe um firmware. A palavra firmware não aparece em lugar nenhum deste guia, em nenhum dos seus cinco idiomas. Não há procedimento de atualização, nem número de versão, nem faixa de números de série, nem revisão de hardware, então nada no documento pode ser datado a partir de um lançamento e nada nele diz a um dono que existe um firmware. A única versão que o documento carrega é a dele mesmo, Manual Version 1.1. O que ele dá no lugar é um download de driver para Windows.

A Numark abre o setup com a instrução de instalar os drivers antes do software, e depois restringe os drivers aos usuários de Windows, baixados de numark.com/NS6II. Nenhum driver para macOS é mencionado e se a unidade é class compliant no macOS não é informado. Os requisitos de sistema também não estão no guia: o leitor é mandado para numark.com.

A Numark publica uma base de conhecimento de suporte com artigos por modelo, e em vários pontos ela responde o que o manual não responde. A cobertura é desigual: o NS7 II, o NS7 III, o SCRATCH e a família Mixstream têm artigos, e nenhum artigo específico de modelo foi encontrado para o MixTrack Platinum FX, o MixTrack Pro FX ou o NS6 II, verificado em 2026-09-06.

Existe firmware para ele, e só a página do produto diz isso

Resposta curta. Firmware para o NS6 II existe, sim, e o único lugar que diz isso é a página de produto da própria Numark, não algo que vem na caixa. Eles publicam um NS6II Firmware Updater em duas versões, Windows e Mac, as duas na 1.0.3, junto de um driver de Windows na 1.0.4. A nota de versão anexada a esse firmware tem uma linha só e ela nomeia justamente aquilo pelo que esta controladora é comprada: melhora a resposta ao toque do prato. Ou seja, uma unidade que nunca foi atualizada tem o comportamento de toque antigo nos jogs, o dono não tem como saber disso pelo guia, e não existem outras entradas publicadas para situar a 1.0.3 num histórico. Leia a versão antes de julgar os pratos de uma unidade usada ou de casa, e note que o updater é um download separado do driver, então ter instalado um não é ter instalado o outro.

Onde as cinco edições de idioma diferem, e qual delas seguir

O guia do NS6 II carrega cinco idiomas num PDF só, e as diferenças entre eles caem em cima de coisas nas quais um DJ age. Não existe edição em português: os cinco idiomas são inglês, espanhol, francês, italiano e alemão, e a mais fácil de alcançar daqui é justamente a espanhola. Onde este site registra uma diferença entre o inglês e o espanhol de um manual da Numark, ele está registrando um deslize de documentação e nada além disso. Um único PDF que carrega cinco idiomas é traduzido e diagramado por pessoas diferentes sob prazos diferentes, e as diferenças abaixo são diferentes em cada documento, que é a cara de deslizes comuns de edição. Nada disso sugere um fabricante querendo enganar ninguém, e este site não lê assim.

Essa frase está na nota em inglês embaixo do Input Selector e não está na nota em espanhol. A nota em espanhol mantém a primeira metade, sobre ajustar corretamente as chaves Line e Phono do painel traseiro, e para por aí. Um DJ que leia só a edição em espanhol nunca fica sabendo que um canal para de enviar MIDI em Line, o que faz dessa a linha mais valiosa do guia em inglês e uma lacuna aberta no guia em espanhol.

Onde as edições discordam, o inglês é a que este site segue. Sem edição em português, essa é a resposta prática para quem lê daqui: baixe a edição em inglês e trabalhe por ela, porque é a que traz a frase do MIDI e a ordem de ligar que bate com a seção de configuração.

O apêndice, e as quatro edições que não têm um

Todo número publicado para o NS6 II está num apêndice só, e esse apêndice está num idioma só. A tabela de especificações é publicada só em inglês. Não há apêndice em espanhol, francês, italiano ou alemão, então um leitor que trabalhe com qualquer uma dessas quatro edições não recebe resposta de frequência, nem relação sinal ruído, nem THD, nem número de nível para nenhum conector da unidade.

Então o documento em inglês é o que vale guardar no drive se nível, ruído ou especificação de conector algum dia forem importar para você.

Mais itens que se leem de forma diferente entre as edições

Vários outros itens do NS6 II perdem ou mudam alguma coisa de um idioma para o outro, e cada um deles afeta o que um leitor faria na unidade.

As três entradas de EQ em espanhol deixam de fora a frase sobre o EQ kill. Na edição em espanhol o kill capacitivo por toque não é descrito em lugar nenhum, a não ser de forma indireta dentro da própria entrada Touch Mode, então um leitor em espanhol que perca uma banda ao encostar num knob não encontra explicação no manual. O guia também nunca diz quantos Touch Modes existem nem como desligar a coisa toda, em nenhum idioma: ele diz apenas para alternar entre eles e depois descreve dois toques no botão.

Mais três entradas em espanhol perdem algo que o inglês carrega. A entrada do botão Area imprime a função de Shift duas vezes e nunca diz que o botão alterna entre os painéis Files, Browse, Prepare e History, que é a única forma de chegar neles pelo hardware. A entrada do Beat Knob perde o apertar para resetar o Time Division para 1. E a entrada dos LED Meters descreve os medidores como mostrando a saída de programa naquele canal, onde o inglês diz o nível do canal, o que faz diferença no gain staging.

As edições em espanhol, francês, italiano e alemão da entrada Keylock mandam o leitor para o manual do Serato DJ Intro, um produto diferente e de nível mais baixo, enquanto a edição em inglês manda para o manual do Serato DJ e todo o resto de cada edição manda instalar o Serato DJ. Quatro dos cinco idiomas apontam para o manual errado nessa consulta específica.

A Numark recomenda a posição central do knob de contour como um ajuste típico para apresentações em clube, girando para a esquerda para um fade suave e para a direita para um corte seco. Esse é o único conselho de ajuste no documento inteiro, e a edição em espanhol deixa de fora a frase que o carrega e chama o knob de chave.

O que o guia não responde

No NS6 II o registro publicado para bem antes do painel. O guia não tem seção de solução de problemas. Também não há texto de segurança nem de garantia: isso fica para um manual Safety and Warranty separado.

Nenhum dos sete manuais do usuário diz o que o produto é. Não existe em nenhum deles uma frase que chame o aparelho de controlador, de mixer ou de sistema autônomo. O manual do SCRATCH nunca usa a palavra mixer, e o manual do NS6 II não tem seção de introdução nenhuma.

Nenhum dos sete manuais contém texto de segurança ou de garantia. Todos os sete remetem isso a um manual Safety and Warranty separado, então o documento que o DJ guarda não é o que carrega os avisos.

Compatibilidade

O software, o cartão da caixa e as perguntas que ficam abertas

O guia chama o software de Serato DJ, e nunca escreve Serato DJ Pro nem Serato DJ Lite no corpo em inglês. Um Software Download Card aparece na lista do que vem na caixa, e o guia nunca explica o que o cartão faz, nunca menciona número de série, licença, ativação ou registro, e manda o leitor para serato.com atrás do instalador. Se a licença está incluída, e o que, se é que algo, precisa ser comprado, não é informado. Duas expansões pagas da Serato são citadas de passagem, o Pitch N Time e o Flip Expansion Pack, as duas como coisas que você pode ter comprado.

Resolva isso no NS6 II antes do gig, e não no dia, porque o guia não te dá forma nenhuma de saber de antemão o que o cartão de download vale.

O que a Serato diz, onde o guia para

O guia de início rápido da Serato para este modelo afirma que ele é um dispositivo Serato DJ Pro hardware unlocked, ou seja, que desbloqueia o Serato DJ Pro ao ser conectado. Isso responde para que serve o Software Download Card da caixa e se é preciso comprar alguma coisa.

A Serato também fecha a lacuna de plataforma que o guia deixa. Eles afirmam que o NS6II é um dispositivo class compliant para macOS e que exige drivers específicos do fabricante para Windows, disponíveis na Numark. O guia limita a instrução de drivers aos usuários de Windows e nunca diz o que o macOS precisa, que é a mesma resposta chegando do outro lado.

Sobre DVS o mesmo guia da Serato diz duas coisas que não encaixam direito. Ele chama o NS6II de dispositivo Serato DVS hardware unlocked, ou seja, que a funcionalidade DVS desbloqueia ao conectar, e também afirma que o dispositivo exige uma licença Serato DJ Expansions ou Serato DJ Suite para usar toca-discos, players de mídia ou de CD conectados. Este site registra as duas e não escolhe, porque um DJ montando um setup de timecode precisa saber que a pergunta está em aberto antes do gig e não durante.

DVS, e a afirmação que o guia não faz

O guia nunca menciona DVS. As palavras DVS, Digital Vinyl System, control record, control vinyl, NoiseMap, ABS, REL e INT não aparecem em lugar nenhum dele, em nenhum dos cinco idiomas. O painel traseiro traz entradas phono, um terminal de aterramento e chaves Line e Phono, então a unidade tem cara de estar pronta para timecode, e a Numark descreve essas entradas apenas como fontes de áudio selecionadas pelo Input Selector do canal. Seja lá o que o software suporte, este documento não faz nenhuma afirmação sobre timecode, então não é o papel em que se promete DVS a um contratante.

Isso é uma afirmação sobre o documento, e não sobre o hardware do NS6 II. Se timecode faz parte daquilo para o qual você está sendo contratado, tire a resposta com a fabricante do software e com o suporte da Numark, e não com este guia.

Ele funciona sem computador?

O guia do NS6 II não responde isso, e este site também não vai responder por inferência. Se a unidade passa áudio sem nenhum computador conectado NÃO É INFORMADO. Os Input Selectors dos canais têm posição Line, o painel traseiro aceita fontes de linha e phono, os microfones são roteados direto para as misturas Program e Cue, e a ordem de ligar lista a unidade entre as fontes de entrada e os dispositivos de saída sem mencionar computador nenhum. Nada disso é uma afirmação, e nenhuma frase em lugar algum do guia diz que a unidade funciona ou não funciona sem um.

Não resolva isso pelo formato do painel traseiro. Precisa de uma declaração da Numark, e enquanto ela não vier o plano seguro é levar o computador.

Recursos explicados

O Input Selector, e a posição que faz um canal parar de falar com o Serato

Confira o Input Selector antes de desconfiar do hardware. A Numark afirma que os controles de um canal só enviam informação MIDI quando o Input Selector dele está em PC, então um canal parado em Line tem gain, EQ, filtro, fader e PFL que não mandam absolutamente nada para o Serato. Essa é a explicação comum para um canal que parece ter morrido, e ele volta no instante em que o seletor volta para PC.

Cada Input Selector de canal tem duas posições e nenhuma de desligado: PC para a camada de software, Line para um aparelho ligado nas entradas Line e Phono daquele canal. A Numark acrescenta que as chaves Line e Phono do painel traseiro têm que estar ajustadas de acordo. Qual computador um canal em PC escuta se define com Shift mais o botão Browse Focus.

Não existe posição de desligado no seletor do NS6 II, então um canal está sempre escutando uma fonte ou outra. O que muda é se a régua está controlando o software ou passando um aparelho externo.

Deck A, Deck B e as quatro camadas de software

O Deck A controla a Layer 1 ou a Layer 3 e o Deck B controla a Layer 2 ou a Layer 4, e a Numark apresenta isso como um pareamento fixo. O Deck A nunca alcança as Layers 2 ou 4 e o Deck B nunca alcança as Layers 1 ou 3, então uma faixa carregada na layer errada tem que ser recarregada, e não assumida no outro prato. Planeje um layout de quatro decks em torno disso antes do set.

Um layout de quatro decks no NS6 II é, portanto, algo que você monta antes de precisar, e não algo que você improvisa, porque a camada em que a faixa foi carregada decide qual prato pode encostar nela.

Os pads, os modos e os que precisam de Beat Grid

Oito pads por deck e cinco botões de pad mode, cada um alternando dois modos: Cues dá Hot Cue e Hot Cue Auto Loop, Auto and Roll dá Auto Loop e Loop Roll, Loop dá dois bancos de loops salvos e controles de loop manual, Sampler dá Sample Player e Sample Velocity Trigger, e Slicer dá Slicer e Slicer Loop. A Numark afirma que, quando um botão de modo está apagado, o primeiro toque sempre seleciona o primeiro dos seus dois modos.

O Sample Player Mode usa seis dos oito pads, porque os pads 7 e 8 são Play Mode e Player Repeat. O Flip Mode se alcança com Shift mais Cues, exige a expansão paga Serato Flip e guarda um Flip em seis pads, porque o pad 4 é Loop Snap e o pad 8 é Assign Flip. A Numark afirma que Slicer, Slicer Loop e Loop Snap precisam de uma faixa com Beat Grid definido, então uma faixa não analisada carregada no meio do set não responde.

A Numark diz que os pads são sensíveis à velocidade só em certos modos e depois nomeia exatamente um desses modos, o Sample Velocity Trigger. Quais outros modos respondem à força com que o pad é batido não é informado.

A regra prática no NS6 II é analisar a crate antes do gig. Uma faixa jogada lá dentro sem análise ainda toca, e os modos que dependem de Beat Grid simplesmente não respondem.

Touch Mode, e a banda que some embaixo do seu dedo

Encostar num knob de EQ pode mutar aquela banda. A Numark afirma que, com o Touch Mode ativado, tocar no knob Channel High, Mid ou Low muta as frequências daquele canal como um EQ kill, e que essas funções são momentâneas e não travam. Um dedo apoiado no knob de grave com o Touch Mode ligado derruba o grave até você soltar.

No NS6 II isso transforma uma mão apoiada num efeito. Se uma banda fica caindo sem motivo nenhum visível na tela, olhe onde estão seus dedos antes de olhar qualquer outra coisa.

O botão Filter Mode, e o loop escondido no knob de filtro

O botão Filter Mode alterna os knobs de filtro dos canais entre Off, Filter Roll e Filter FX. No Filter Roll Mode a Numark afirma que o knob aplica um low pass no sentido anti-horário e um high pass no sentido horário E aplica um loop roll que encurta conforme o knob se afasta do centro, então uma varredura de filtro feita por hábito também faz o beat rolar. A única indicação é o botão: vermelho fixo para Filter Roll, vermelho piscando para Filter FX.

Ou seja, uma varredura de filtro no NS6 II nem sempre faz só o que uma varredura de filtro faz. Confira a cor do botão Filter Mode antes de ir no knob na frente de um público.

O botão Bleep toca a faixa de trás para frente

O botão marcado Bleep toca a faixa de trás para frente em vez de mutar, e a Numark afirma que apertar de novo retoma como se a faixa estivesse tocando para frente o tempo todo. O cursor de reprodução, portanto, salta para a frente quando você solta, então um censor longo come um pedaço da música. Teste a duração disso antes de precisar dela.

Trate ele no NS6 II como um censor com um custo junto: quanto mais tempo você segura, mais pedaço da música se foi quando você solta.

Dois computadores, e uma passagem que acontece por lado

Dá para conectar dois computadores rodando Serato DJ ao mesmo tempo, um em cada porta USB, para uma troca de DJ. A Numark afirma que, quando o segundo computador conecta, o software mostra todos os decks offline enquanto o primeiro computador ainda controla os dois lados, e que a passagem então acontece por LADO: um DJ fica com o Deck A e os controles de mixer dos canais 1 e 3, o outro fica com o Deck B e os canais 2 e 4. Não é possível passar um canal sozinho, e a Numark avisa para parar o áudio no deck que está entrando antes de assumi-lo, porque ele vai ficar offline.

O painel traseiro manda ajustar o seletor USB de um canal para a porta 1 ou 2. Nada na seção Features se chama seletor USB: a função é Shift mais o botão Browse Focus do painel superior. Vale saber disso numa troca de DJ, quando procurar uma chave que não existe custa minutos.

A Numark afirma que, quando a unidade é reconectada ao computador, ela recupera as posições anteriores do software, citando pitch e parâmetros de efeitos, e diz ao leitor para prestar atenção nisso antes de tocar uma faixa. Os LEDs de Takeover ao lado do fader de pitch existem pelo mesmo motivo: mova o fader no sentido que a seta indica até a luz apagar, e ele volta a ter controle.

Combine a troca no NS6 II antes, porque ela acontece um lado inteiro por vez e os dois DJs precisam saber qual lado está mudando de mão.

O crossfader, a chave de assign e o knob da frente

O crossfader tem uma chave Crossfader Assign por canal com três posições, A, B ou o Off central, e a Numark afirma que a posição central contorna o crossfader e manda aquele canal direto para o Program Mix. A curva é ajustada por um knob Crossfader Contour, e esse knob fica no painel FRONTAL, e não na superfície superior, então não dá para alcançá-lo com a unidade embutida rente ou com a frente de um coffin fechada. Ajuste antes de instalar.

A Numark afirma que o crossfader pode ser trocado pelo usuário se gastar, e todo o procedimento publicado é retirar o facepanel e depois os parafusos que o seguram no lugar. Qual facepanel, quantos parafusos, qual ferramenta, qual peça encomendar, se é para desligar a unidade da tomada primeiro e o que isso faz com a garantia não são informados. Também não são o tipo de fader, a marca, o cut-in, o cut lag, a tensão nem qualquer rotina de calibração: a única calibração no documento é a do circuito de toque dos pratos, e a tabela de especificações não tem entrada nenhuma de crossfader.

Se o NS6 II vai entrar num coffin ou num rack rente, ajuste o contour antes de instalar, porque o painel frontal é onde esse knob mora.

A tabela de especificações, e os números que ela não dá

O apêndice dá resposta de frequência, relação sinal ruído, THD mais N e nível máximo para o master XLR, o master RCA, a cabine RCA e os fones, além de números de nível para as entradas de linha, phono e microfone, todos medidos com largura de banda de 20 kHz. O master XLR é especificado em mais 24 dBu e o master e a cabine RCA em mais 16 dBV, duas unidades diferentes para a mesma comparação. O bloco de phono não tem resposta de frequência nem linha de THD, e o bloco de microfone tem uma linha.

A tabela não dá impedância de entrada, nem impedância de saída, nem carga de cápsula phono, nem taxa de amostragem, nem profundidade de bits, nem especificação de USB. O master XLR é chamado de baixa impedância no texto, sem nenhum valor em ohms em lugar nenhum.

O guia não dá dimensões, nem peso, nem consumo. O único número de alimentação no documento é a especificação do adaptador no texto do painel traseiro, 12 V DC, 2 A, centro positivo. Quem estiver dimensionando um flight case ou preenchendo um rider não tira nada deste documento.

Meça o NS6 II você mesmo antes de encomendar um case, e pese antes de prometer a alguém que você sobe com ele um lance de escada.

Conexões e configuração

O que entra, o que sai e onde os microfones caem

Entradas RCA Line e Phono com uma chave Line e Phono e um terminal de aterramento por par, e entradas de microfone em conectores 6.35 mm, dadas na tabela de especificações como TRS balanceadas. Não há entrada de microfone XLR, não há declaração de phantom power e não há contagem informada nem dos pares de entrada nem das entradas de microfone: o texto está no plural e o diagrama mostra cada indicação duas vezes. As entradas Line aceitam até mais 8 dBV, as phono até menos 22 dBV em 1 kHz, os microfones até menos 18 dBu.

Um master XLR balanceado, um master RCA não balanceado, uma saída de cabine RCA não balanceada e fones em 6.35 mm e 3.5 mm no painel frontal. Não há saída de cabine balanceada. Se a cabine leva o Program Mix ou uma mistura independente não é informado: o controle Booth Volume é descrito apenas como ajustando a mistura do Booth Output.

A Numark afirma que os sinais de microfone são roteados diretamente para o Program Mix e o Cue Mix. Os microfones, portanto, não têm fader de canal, não têm crossfader assign, não têm filtro e não têm como sair do cue dos fones, e seus únicos controles, Mic Level, Mic High e Mic Low, ficam embaixo da borda frontal.

No NS6 II isso quer dizer que um microfone não pode ser abaixado no fader, nem filtrado, nem tirado do cue dos fones pelo painel superior, e os três controles que alcançam ele ficam embaixo da borda frontal.

A ordem de ligar, e as duas passagens em espanhol que diferem

Conecte seus dispositivos de entrada no NS6 II, depois ligue a unidade, depois ligue os amplificadores. Conecte seus dispositivos de entrada, depois ligue a unidade, depois ligue os amplificadores. A Numark imprime essa ordem duas vezes na edição em inglês, na seção de setup como um, dois, três (fontes de entrada, depois o NS6II, depois os dispositivos de saída) e de novo na entrada Power Switch do painel traseiro. O desligamento corre no sentido contrário: amplificadores desligados antes da unidade.

A entrada do painel traseiro em espanhol manda ligar a unidade depois de DESCONECTAR todos os dispositivos de entrada, onde o inglês diz depois que eles foram conectados. A seção de setup em espanhol, uma dúzia de páginas antes, traz a ordem correta, então as duas passagens em espanhol não batem entre si. Este site segue o inglês e a seção de setup em espanhol: conecte primeiro, depois ligue. É um deslize de documentação, e vale saber dele antes que alguém monte a unidade a partir da página em espanhol.

Firmware, drivers e manuais

Downloads e documentos oficiais

Vá até a Numark para pegar os arquivos. Linkamos as páginas deles em vez de hospedar uma cópia, porque um manual copiado aqui é uma foto do dia do lançamento e o deles é o que continua atual.

Manuais. Página oficial de manuais da Numark →

Link quebrado? Avise a gente e nós corrigimos.

Perguntas frequentes

O que é este aparelho, e como o nome é escrito?

Um controlador Serato DJ de quatro canais com dois decks físicos, quatro camadas de software, duas portas USB e um mixer embutido. O próprio guia nunca diz isso: ele não tem seção de introdução nenhuma, não tem frase de classe de produto e nunca informa a contagem de canais em texto corrido. O mais perto de uma contagem é um parêntese dentro da entrada FX Assign, onde a Numark escreve que cada efeito pode ser aplicado a qualquer um dos quatro canais ou a todos eles.

O documento escreve o modelo como NS6II do começo ao fim, numa palavra só, sem espaço, em todos os idiomas. As formas NS6 II e NS6-II não aparecem em lugar nenhum dele, e a Numark dá o endereço de suporte como numark.com/NS6II.

O que vem na caixa?

A unidade, um cabo USB, um adaptador de alimentação, um cartão de download do software, um Quickstart Guide e um manual Safety and Warranty separado. O guia do usuário completo não vem na caixa, e a Numark observa que tudo que não estiver nessa lista é vendido separadamente.

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